O reganho depois de interromper um análogo de GLP-1 não é falha de força de vontade, é o comportamento esperado da doença. Entender isso muda a forma de planejar o tratamento.
Duas noites mal dormidas já mudam os hormônios que controlam a fome. E há um estudo que mostra algo pior: dormindo pouco, o peso até cai, mas sai do lugar errado.
A bioimpedância não pesa gordura, ela estima. Saber o que é medido e o que é calculado explica por que o preparo importa tanto e por que a tendência vale mais que o número isolado.
Duas pessoas com o mesmo peso e a mesma altura podem ter riscos cardiometabólicos completamente diferentes. O que separa as duas é onde a gordura está, não quanta é.
Quase metade dos participantes de um ensaio britânico ficou com glicada normal e sem medicação em um ano. Os números impressionam, e as condições em que isso acontece importam tanto quanto eles.
A glicada é o exame mais usado para acompanhar o diabetes e um dos mais mal interpretados. Ela não é a média simples dos últimos três meses, e existem situações em que o número sai distorcido.
Um estudo britânico acompanhou os participantes por dez anos depois que a pesquisa terminou. A diferença de glicemia entre os grupos sumiu em um ano. A diferença de infarto e de mortalidade continuou lá.
Pré-diabetes não é diabetes leve nem sentença. É uma janela, e existe um estudo grande que mediu exatamente o quanto ela pode ser aproveitada. Sete por cento de peso apareceram como número mágico.
Quando a glicemia de jejum finalmente altera, o processo já está em curso há bastante tempo. Um estudo britânico reconstruiu o que acontece nos anos que antecedem o diagnóstico, e o resultado explica muita coisa.
Cansaço, queda de libido e perda de massa muscular são sintomas inespecíficos. O diagnóstico de hipogonadismo exige sintomas E dosagens feitas de forma correta.
Para quem não pode ou não quer usar terapia hormonal, surgiram nos últimos anos medicamentos com mecanismo específico para as ondas de calor. O que os ensaios mostram.
Os análogos de GLP-1 mudaram o tratamento da obesidade, e os números dos ensaios clínicos são expressivos. Também há o que eles não fazem, e isso precisa ser dito.
Emagrecer faz o corpo gastar menos energia do que gastaria alguém do mesmo peso que nunca emagreceu. Entender isso muda o que fazer quando a balança para.
Em 2002, um estudo fez milhões de mulheres abandonarem a terapia hormonal. Vinte anos de reanálise mudaram a leitura, e as diretrizes atuais são bem diferentes.
Pernas desproporcionais ao tronco, doloridas ao toque e que não respondem a dieta. O lipedema tem critérios diagnósticos definidos, e o diagnóstico é clínico.
O hipotireoidismo subclínico é um dos achados laboratoriais mais comuns e um dos mais tratados sem necessidade. O que os ensaios randomizados mostraram.